Showing posts with label Rock cut basins. Show all posts
Showing posts with label Rock cut basins. Show all posts

Tuesday, January 30, 2007

Rock cut basins





Pedra das Gamelas (Santana do Campo, Arraiolos, Central Alentejo)

The issue of rock cut basins/versus natural basins is not a new one. Here I include images of a natural outcrop with carved antropomorphs (cruciforms) on the sides and a natural basin on the top. It has been first published by Vergílio Correia (El Neolítico de Pavia, 1921). This author comments the difficulty of distinguishing natural and artifitial basins (as well as the "normal" cup marks) suggesting that the latest would have been inspired on the former.

Rock cut basins




Motifs on pannels from Gayles Moor


Rock cut basins from England

This kind of "rock art" motif, often associated with more obvious designs (circles, cup-marks, spirals, U-shaped lines, waving lines...), deserves, anyway, some coments: actually, some of these basins are clearly natural features, while some others are clearly made by man.


This question brings us to the relations between natural and cultural in rock art (as well as in megaliths...).

Rock cut basins




Rock cut basins from Azerbaijan

On previous posts, I have called the attention to the rock cut basins found on two Neolithic settlements, both of them around Évora: Alto de S. Bento
http://megasettlements.blogspot.com/2007/01/alto-de-s-bento-signs-and-traces-from.html
e Porro
http://megasettlements.blogspot.com/2007/01/flower-porro.html.

This kind of features is probably much more common than generally accepted, though they are virtually invisible in the literature about prehistoric settlements or rock art in Central Alentejo.
I have showed some similarities with Galician rock art panels, as well as some counterparts in the British Isles.
http://megasettlements.blogspot.com/2007/01/cup-and-ring-carvings-in-great-britain.html

Now, I will try to open the parallels to other areas, and with some more interesting examples.

Monday, January 15, 2007

Pecked carving on Alto de S. Bento (Évora)


Imagem do sulco picotado, junto ao moinho Sul. Pode tratar-se de uma estrutura de drenagem, relacionada com o moinho (referido nos últimos posts).

Sunday, January 14, 2007

Alto de S. Bento: signs and traces from the past





E o Alto de S. Bento aqui tão perto...


O Alto de S. Bento é, desde que me lembro, lugar de visita obrigatória para qualquer eborígene que se preze e, nos últimos anos, assumido como o miradouro da cidade, tem vindo a ser requalificado aos poucos. Galopim de Carvalho viu o espaço como um geomonumento e o sonho tem vindo a ganhar asas.






Trata-se, provavelmente, do primeiro dos povoados pré-históricos da região a ser identificado.


Curiosamente, nunca ninguém, que eu saiba, fez menção a uma série de vestígios, evidentes na superfície rochosa, junto aos dois moinhos restaurados.


Já fiz, num dos posts anteriores, referência a vários aspectos:


1. Sulcos alongados, de secção em V, semelhantes aos que ocorrem normalmente associados a polidores de machados de pedra.


2. Uma linha sinuosa, picotada, nas traseiras do moinho mais meridional, que parece continuar debaixo do moinho.


3. 3 covinhas junto à porta do moinho mais setentrional.


4. Duas pias, com diâmetros da ordem dos 15 cm e 30 cm, respectivamente.


As duas pias apresentam um alinhamento sensivelmente E-W, têm as paredes verticais, escassa profundidade e são perfeitamente circulares; a maior apresenta um sulco, com cerca de 2 cm de profundidade, que sai da borda da pia e se dirige mais ou menos para Oeste.




A interpretação mais imediata, seria a de que se trata de pias para animais, como as que se vêm, com frequência, escavadas na rocha das "ruas" dos montes alentejanos. No entanto, nem a forma circular e muito menos com tal regularidade, são habituais nessas pias e o sulco seria completamente descabido para tal função.


Na verdade, apesar das distâncias e dos contextos, o paralelo mais sugestivo parece ser o petróglifo galego da Laxe das Rodas. Efectivamente, a morfologia (perfeitamente circular, de paredes verticais e com um sulco que sai da pia) e as dimensões parecem conjugar-se; o próprio contexto concorre para esta possibilidade, uma vez que parece haver outras manifestações pré-históricas, nomeadamente manchas de picotados que ocorrem junto dos sulcos acima referidos. As manchas de picotados, sem ordem aparente, são um elemento recorrente na arte rupestre do Alqueva e não só (recorde-se que no mais rico exemplar de arte megalítica europeia, os monumentos da Curva do Boyne, na Irlanda, os picotados soltos são recorrentes.


Por outro lado, o exemplar da Laxe das Rodas aproxima-se de um dos temas mais recorrentes da Arte Rupestre galega: os círculos, as espirais ou os labirintos com uma linha que liga o centro ao exterior da figura.